https://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/issue/feedPalavras2026-03-31T14:35:27+01:00Filomena Viegasaprofport@app.ptOpen Journal Systems<p><em>Palavras</em> é a revista da Associação de Professores de Português, cuja versão digital se publica agora.</p>https://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/193Tempo para pensar e para aprender a ler o mundo2026-03-19T16:35:11+00:00Carla Cunha Marquescarlacunhamarques@gmail.comNoémia Jorgen.o.jorge@gmail.comMaria Vitória de Sousamariavitoriasousa2@gmail.comJoão Pedro Aidojpaido@gmail.com<p>Com um grafismo renovado, este número da revista reúne textos selecionados do XVI Encontro Nacional da Associação de Professores de Português, que decorreu na Universidade de Aveiro, entre 3 e 5 de julho de 2025. Intitulado “Oralidade e Literatura no ensino do Português”, o encontro alimentou a reflexão em torno da seguinte questão: O que podemos fazer na escola, o que fazer na sala de aula para que os nossos alunos aprendam a falar e a ouvir premeditadamente, a ler melhor e a saber apreciar a leitura e a amar os livros, e se possível ir mais longe, dar-lhes ferramentas para que aprendam a ler o mundo?</p>2026-03-02T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/194Há sempre esperança, o sebastianismo é a prova de que a esperança nunca acaba2026-03-19T16:35:47+00:00Carla Cunha Marquescarlacunhamarques@gmail.comNoémia Jorgen.o.jorge@gmail.com<div style="text-align: right;">"Busco evidenciar a existência de traços de uma cultura portuguesa independentemente de momentos cronológicos diferentes" (Miguel Real)l </div>2026-03-02T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/195Cânone e Ensino2026-03-19T16:36:20+00:00Annabela Ritaarita@campus.ul.pt<p>O artigo explora a relação estreita entre cânone literário e ensino, destacando como as Academias, desde a Antiguidade, foram responsáveis por selecionar, fixar e transmitir os textos considerados fundamentais para a cultura, começando por identificar alguns consensos, como o papel estruturante do cânone no estudo da literatura e a influência de figuras como Bloom, Eco, Calvino ou Aguiar e Silva. Contudo, sublinha-se controvérsia existente, seja na definição dos critérios de seleção, seja nas divergências entre listas nacionais e internacionais. De seguida, aprofunda-se a relação entre identidade e alteridade, defendendo que o autoconhecimento cultural depende do confronto com o outro. Este processo manifesta‑se nas expressões artísticas, cartográficas e simbólicas que moldam a imagem da Europa e, em particular, de Portugal. Através de mapas, monumentos, mitos e obras literárias, exemplifica-se como a nação se narra e se imagina, desde o ciclo fundacional até ao imperial e ao refundacional. Ao longo do texto, revisita‑se a construção simbólica de Portugal — o lugar, o herói e o império — através de figuras como D. Afonso Henriques, Camões, Vieira, Pessoa ou Almada Negreiros. O património (material e imaterial) surge como enciclopédia identitária que reflete sonhos, profecias, mitos e projetos políticos. Na parte final, estas reflexões são relacionadas com o ensino da literatura, questionando-se o papel dos manuais, do cânone, da oralidade e da liberdade docente e defendendo-se abordagens relacionais e interartísticas que permitam aos alunos compreender profundamente a complexidade do património cultural português.</p>2026-03-02T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/196José Saramago e António Vieira2026-03-19T16:36:59+00:00Ana Paula Arnaut arnaut@fl.uc.pt<p>O presente artigo propõe uma leitura comparativa entre José Saramago e o Padre António Vieira, destacando a convergência entre dois autores distanciados no tempo, mas unidos por afinidades estéticas, retóricas e éticas. A partir das declarações de Saramago, que reconhece a influência profunda do verbo vieiriano na sua escrita, examinam‑se as múltiplas modalidades transtextuais que articulam esta relação: intertextualidade, arquitextualidade, hipertextualidade e ecos ecfrásticos. Embora a crítica e os manuais escolares se concentrem sobretudo em aspetos linguísticos ou em personagens como Bartolomeu de Gusmão, em <em>Memorial do Convento</em>, o estudo amplia o enfoque para dimensões menos exploradas, evidenciando afinidades estruturais e conceptuais entre a retórica parenética de Vieira e o projeto literário saramaguiano. Observa‑se, em ambos, a valorização da performatividade da palavra, do jogo conceptual, da oscilação entre luz e sombra, da teatralidade enunciativa e da construção discursiva em espiral. Mostra‑se que Saramago concebe a linguagem como instrumento de revelação e inquietação, próximo do sermão enquanto arte de persuadir e de mover o ouvinte. A oralidade estrutural da sua prosa, o ritmo marcado por pausas e inflexões melódicas, e a frase sinuosa que avança em círculos revelam uma herança barroca reinventada. A análise de obras como <em>Memorial do Convento</em>, <em>Ensaio sobre a Cegueira</em>, <em>Levantado do Chão</em> ou <em>A Caverna</em> evidencia a persistência de uma mesma matéria central: a interrogação sobre a condição humana, a denúncia das injustiças e a afirmação de um humanismo ético. Conclui‑se que a produção saramaguiana, embora filtrada por um horizonte laico e moderno, prolonga e transforma o legado vieiriano, demonstrando como certos diálogos literários permanecem vivos e operantes muito para além do seu tempo.</p>2026-03-02T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/197Do silêncio dos livros à voz dos leitores2026-03-19T16:37:52+00:00Maria José Gamboamjgamboa@ipleiria.pt<p>O artigo pretende constituir-se um lugar de interrogação sobre o estatuto e o lugar da leitura de literatura na educação linguística e literária, em anos iniciais de escolarização, dos seus textos e dos modos situados de os ler. Partindo da defesa da imprescindibilidade formativa da literatura, problematizam-se modos didáticos de ler textos literários, na escola, e apontam-se itinerários de leitura suportados, teórica e metodologicamente, no quadro da estética da receção, do modelo transacional da leitura, preconizado por Rosenblatt (1995). Apontam-se, igualmente, caminhos de escolarização enraizados em propostas de práticas intertextuais e intermodais de leitura de textos literários e de escrita socializadas, com vista à formação de leitores competentes e cosmopolitas, no quadro de uma educação literária que não se esgota no ensino da literatura.</p>2026-03-02T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/198Leitura ativa e intemporalidade do cânone2026-03-19T16:38:30+00:00Elvira Tristãoelvirafelicidadetristao@aescolasmmcartaxo.pt<p>Quando ouvem ler, as crianças desenvolvem a curiosidade, a imaginação e a empatia ao mesmo tempo que ampliam o vocabulário e o conhecimento do mundo. Enquanto leitoras, as crianças adquirem o prazer pela leitura e, através dela, iniciam a sua educação literária. Idealmente, é na família que se criam os hábitos de leitura, mas é a escola que os consolida, promovendo ambientes ricos em leitura e estimulando a leitura por prazer. Espera-se, pois, que, quando iniciam o estudo dos clássicos, os alunos já tenham desenvolvido competências de leitura que lhes permitam compreender, interpretar e apreciar o cânone literário. É, ainda, desejável que a leitura dos clássicos se faça com uma dose de prazer e outro tanto de esforço, pois este faz parte do nosso crescimento cognitivo e emocional. Precisamos, para isso, de investir em metodologias ativas e em dinâmicas que promovam a mudança. Enquanto repositório histórico e cultural que preserva valores e que nos humaniza, a literatura dialoga com outras formas de expressão e saberes. A literatura como projeto coletivo pode, também, apresentar-se como lugar de encontro capaz de reclamar a sua intemporalidade e relevância no currículo.</p>2026-03-02T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/199Reescrever o cânone, reinventar o ensino2026-03-19T16:39:20+00:00Patrícia Rodriguespatricia.rodrigues@ese.ipsantarem.pt<p>O artigo propõe uma reflexão sobre o lugar da literatura canónica no ensino superior, a partir de uma experiência de escrita criativa com estudantes da licenciatura em Educação Básica, futuros professores dos 1.o e 2.o ciclos do Ensino Básico. A oficina, intitulada “(Outras) escritas dos clássicos: entre o canónico e o contemporâneo na literatura portuguesa” realizada no ano letivo de 2019-2020, objetivou promover o contacto ativo e criativo com obras do cânone literário português, desafiando os estudantes a criar histórias a partir de personagens, tempos e espaços inspirados em textos clássicos da tradição literária nacional, reorganizados em constelações narrativas originais. Mais do que um exercício técnico, revelou-se um espaço de experimentação estética e de apropriação crítica dos textos literários, que permitiu aos estudantes reformular criativamente as referências canónicas, combinando-as com o próprio imaginário e transformando os clássicos de objetos intocáveis em matéria viva de criação. A partir de pressupostos teóricos de Harold Bloom, Gérard Genette e João Barrento, entre outros, a atividade evidenciou a força intertextual da criação literária, que reescreve, reconstrói e atualiza tradições, revelando o modo como o cânone é, antes de mais, uma herança viva, moldável e em constante reinterpretação. Ao reimaginar os clássicos, a oficina restituiu-lhes a sua potência formativa e revelou a escrita criativa como estratégia pedagógica capaz de cruzar tradição e autoria, leitura e experiência.</p>2026-03-02T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/200Quando estudantes escrevem microrrelatos2026-03-19T16:40:18+00:00Sónia Dias Mendessonia.mendes@esepf.pt<p>Este artigo analisa microrrelatos produzidos por estudantes do Mestrado em Tradutologia Latino-Românica da Universidade de Bucareste no projeto “Microrrelatos Fotográficos” (2022-2023). O estudo examina como os estudantes assimilaram as características estruturais e estéticas do microrrelato enquanto género literário autónomo, partindo de uma caracterização teórica que aborda as origens no Modernismo hispano-americano, a consolidação nas Vanguardas históricas e as marcas distintivas como brevidade extrema, economia verbal, natureza elíptica, intertextualidade, humor e fantástico. A análise das produções estudantis organiza-se em quatro eixos fundamentais que demonstram como a elipse funciona como dispositivo de cooperação interpretativa, o fantástico como modalidade de transgressão mimética, a intertextualidade como estratégia de economia narrativa e o humor como mecanismo de condensação textual e crítica social.Através da teoria barthesiana do <em>punctum</em> (Barthes, 2015[1980]), o projeto pedagógico aliou arte fotográfica à criação literária em português língua não materna (PLNM), concebendo o processo de produção textual como um longo <em>continuum</em> de natureza interativa e recursiva (Flower & Hayes, 1981).</p> <p>Os resultados revelam que os estudantes operacionalizaram eficazmente as estratégias narrativas fundamentais do microrrelato contemporâneo.</p>2026-03-02T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/201Dramaturgia a partir de texto literário2026-03-19T16:40:56+00:00Carlos Alvescarlosalves@escamoes.pt<p>Este artigo apresenta uma ideia teórico-prática de aplicação das noções de dramaturgia ao texto literário. Faz uma distinção entre <em>dramaturgia</em> e <em>literatura do género dramático</em> e, bem assim, uma diferenciação entre processos dramatúrgicos a partir de obra literária e adaptação de textos. As leituras e releituras de textos dos vários géneros literários, aliadas às noções de <em>teatralidade</em>, <em>performatividade </em>e <em>corporalidade</em> são aqui analisadas como uma possibilidade para estudar e compreender literatura. O artigo explora, ainda, dois exemplos práticos de aplicação de processos de dramaturgia a duas obras literárias, nomeadamente um romance de Isabel da Nóbrega (<em>Viver com os outros</em>) e a epopeia de Luís de Camões (<em>Os Lusíadas</em>). Os processos dramatúrgicos aqui descritos foram experimentados em contexto escolar, na disciplina de Teatro (opção de 12.º ano), na Escola Secundária de Camões, em Lisboa. E é fundamentalmente para o contexto educativo que a prática aqui descrita se dirige.</p>2026-03-02T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/202As Perguntas da Menina do Ó pela defesa de um espetáculo irrequieto2026-03-31T14:35:27+01:00Adriana Camposaimcampos@hotmail.com<p>Os sucessivos programas nacionais para as artes, em consonância com os valores da Constituição da República Portuguesa e da Declaração Universal dos Direitos Humanos, têm definido a sua missão como uma tarefa (infinita) de<em> indestinar</em> a vida e de promover a transformação através das artes. No contexto do <em>XVI Encontro Nacional da Associação de Professores de Português</em>, em 2025, dedicado especificamente ao tema da Oralidade e da Literatura no Ensino do Português, propomo-nos analisar a estrutura do espetáculo-oficina “As Perguntas da Menina do Ó”, dirigido a crianças do 1.<sup>o</sup> ciclo do ensino básico, bem como a junção do questionamento, do teatro e da poesia, descodificando o seu lugar de indisciplina e de irrequietude.</p>2026-03-02T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/203Descobrir Escritoras em Português2026-03-31T14:35:13+01:00Conceição Pereiraconceicao.pereira@ncl.ac.ukRuth Navasrutenavas@gmail.com<p>Se a memória é critério central do cânone, podendo este ser descrito como uma lista retrospetiva (Tamen, 2020), e sabendo que, até meados do século XX, poucas escritoras portuguesas entraram nessa lista (Klobucka, 2020), é fundamental atualizá-la recuperando da memória autoras esquecidas. O projeto “Descobrir Escritoras em Português” (DEP), da Associação de Professores de Português (APP), pretende fazer isso mesmo, reconhecendo o contributo de escritoras de língua portuguesa esquecidas no que diz respeito a géneros literários e jornalísticos, com particular enfoque no período do Estado Novo em Portugal. Destacam-se as formas breves, publicadas assiduamente na imprensa, bem como os romances, os contos, a poesia, e os textos de teatro, entre outros géneros (memórias de viagens, diários, ou fragmentos autobiográficos). Muitos dos textos de autoria feminina foram publicados na imprensa, fundamentalmente entre os anos 1950 e 1970; outros foram igualmente publicados em volume, mas, na maioria dos casos, sem reedições há muitos anos. O objetivo desta comunicação é duplo: por um lado, apresentar o DEP e as iniciativas já realizadas e em curso; por outro, abrir a possibilidade de colaborações futuras no âmbito do projeto.</p>2026-03-02T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/204Elas dão Cartas2026-03-31T14:34:57+01:00Paula Lopespalopes71@gmail.com<p>O percurso didático “Elas dão Cartas” parte da obra <em>Novas cartas portuguesas</em>, de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, e atenta ainda noutras obras das “três Marias”. A proposta apresentada insere-se num projeto mais alargado de valorização das mulheres escritoras, “Descobrir Escritoras em Português”, que procura promover uma presença mais significativa de textos de escrita no feminino nos documentos curriculares. A “invulgar originalidade e atualidade, do ponto de vista literário e social” de <em>Novas cartas portuguesas</em>, como observa Ana Luísa Amaral (Barreno et al., 2010, p. XXI), tornam esta obra ideal, não só para abordar importantes conceitos do domínio da educação literária, mas também para refletir sobre diversos temas no âmbito da Cidadania. Para a escolha das obras individuais de cada autora, seguimos a pista do subtítulo de <em>Novas cartas portuguesas</em> (ou de como Maina Mendes pôs ambas as mãos sobre o corpo e deu um pontapé no cu dos outros legítimos superiores). De forma muito engenhosa, é apresentado o tema principal das <em>Novas cartas portuguesas</em>, articulando os títulos: <em>Maina Mendes</em>, de Maria Velho da Costa, <em>Ambas as mãos sobre o corpo</em>, de Maria Teresa Horta, e <em>Os outros legítimos superiores</em>, de Maria Isabel Barreno. As atividades que integram este percurso didático, apesar das evidentes ligações, apresentam autonomia, permitindo facilmente o seu espaçamento ao longo do ano e uma articulação com projetos de Leitura e de Cidadania e Desenvolvimento. A opção pela análise de excertos e não de obras integrais justifica-se por duas razões: a primeira prende-se com a complexidade dos romances em questão, atendendo à faixa etária dos alunos do ensino secundário a quem se dirigem as propostas, e a segunda com a dificuldade em integrar obras completas nos programas escolares já tão preenchidos.</p>2026-03-02T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/205O épico ilustrado2026-03-31T14:34:42+01:00Carla Navecarla_nave@hotmail.com<p>O presente artigo apresenta o trabalho realizado no projeto “O épico ilustrado”, que, no ano de 2024/25, foi desenvolvido por alunos do 9.º ano do Grande Colégio Universal, nas aulas de Português e de Educação Visual. A iniciativa didática centrou-se na criação de imagens que representam diferentes momentos de <em>Os Lusíadas</em>, de Luís de Camões, como estratégia de estudo da epopeia. Os desenhos dos estudantes revelaram uma compreensão clara de excertos do poema e permitiram-lhes desenvolver a criatividade e o espírito crítico. Assim, além de descrever a metodologia e os vários passos do projeto, o artigo explicita os objetivos e os pressupostos teóricos da abordagem seguida. Numa segunda parte do texto, indicam-se os produtos gerados nesta iniciativa (um livro digital, uma exposição e uma apresentação) e reproduzem-se alguns dos desenhos criados pelos alunos, para além de se apresentarem os resultados de um questionário respondido pelos estudantes sobre a relevância que as atividades tiveram no estudo de <em>Os Lusíadas</em>.</p>2026-03-02T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/206Do DiG!T@L ao DIGITAL2026-03-31T14:34:28+01:00Maria do Carmo Oliveiracarmooliveira@ae-aureliadesousa.com<p>Os jovens de hoje vivem imersos num mundo digital fragmentado, superficial e hiperconetado, o que cria desafios sérios para a educação literária, que sempre assentou na leitura profunda e linear. Neurocientistas e linguistas como Wolf (2007, 2018), Baron (2021) e Desmurget (2021) têm alertado para o impacto cognitivo do consumo digital acelerado, mostrando como afeta a capacidade de concentração e de leitura profunda. Este artigo parte dessas preocupações, mas explora o potencial da multimodalidade como caminho para ultrapassar obstáculos. Defendemos que, em vez de encarar a cultura digital dos estudantes como ameaça, podemos integrá-la pedagogicamente para os levar à leitura do texto literário, promovendo o contacto com as grandes obras canónicas. O artigo descreve alguns projetos pedagógicos concretos, desenvolvidos no Ensino Secundário, em que os alunos recriaram obras do cânone literário português — como a <em>Crónica de D. João I</em>, <em>Os Maias</em> e <em>Mensagem</em> — em formatos de videojogos narrativos, usando ferramentas como o <em>Twine </em>ou o <em>RPG Maker</em>. A descrição pretende demostrar que esta estratégia exige uma leitura integral, crítica e criativa para construir os artefactos digitais e resulta eficaz para a promoção da leitura profunda, da autonomia interpretativa e do pensamento crítico. Pretendemos assim sugerir metodologias de trabalho multimodal, que tirem partido das competências digitais e os estudantes e que surjam como aliadas fundamentais para revitalizar a pedagogia da literatura no século XXI.</p>2026-03-02T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/207Vozes literárias no ensino de PLE a níveis avançados, didática e proficuidade da IA2026-03-31T14:34:14+01:00Regina Célia Pereira da Silvareginacelia.pereiradasilva@unipg.it<p>Nestas primeiras décadas do século XXI, os professores de línguas têm visto as próprias aulas, involuntária e silenciosamente, “invadidas” pela tecnologia, nomeadamente pela Inteligência Artificial (IA), o que incide, significativamente, no processo de ensino-aprendizagem. É neste contexto que se encontram os professores LPE, os quais, progressivamente, estão a tomar consciência de que a própria alfabetização digital é essencial, quer para a transmissão de saberes, quer na preparação de programas ou na programação de estratégias interativas que tenham em vista a aquisição das competências da leitura, oralidade e escritura. A promoção do uso das novas tecnologias, de facto, visa facilitar tal processo, tornando-o mais acessível através da conjugação de computadores, telemóveis, <em>smartphones</em>, <em>ipads</em>, com programas didáticos digitais ou não, através da interação com sites, <em>podcasts</em>, vídeos, blogues ou fóruns, o que conduz à reelaboração da metodologia didática diária, permitindo o desenvolvimento de atividades criativas e dialógicas. Assim, procurar incluir nos próprios programas e práticas linguísticas ferramentas digitais postas à disposição pela IA, como o<em> ChatGPT</em> ou a aplicação móvel e <em>web Talkpal</em>, ou ainda, a plataforma e aplicativo móvel <em>Duolingo</em>, tornou-se num elemento imprescindível para alcançar o rendimento do trabalho realizado nas aulas. Este trabalho reflete sobre os desafios, vantagens e novas oportunidades que a IA oferece e entrecruza (hiper)textos literários com estratégias didáticas que visam reforçar e valorizar o conhecimento dos espaços culturais inerentes à língua portuguesa, ilustrando um segmento metodológico de subsidiariedade entre literatura, língua e mundo digital.</p>2026-03-02T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/208O modelo de rotação por estações como metodologia ativa nas aulas de Português do 6.º ano de escolaridade2026-03-31T14:33:57+01:00Sabrina Guerreirosabrina.guerreiroescola@gmail.comTeresa Maló Sequeira tsequeira@ualg.ptCarla Dionísio Gonçalves cdionis@ualg.pt<p>Com este estudo pretende-se compreender o impacto das metodologias ativas, em particular, do modelo de rotação por estações, no desenvolvimento de competências socioemocionais, como a autonomia e a competência colaborativa por alunos do 2.º Ciclo do Ensino Básico, a partir da leitura integral e exploração da obra dramática Os Piratas. Circunscrito ao contexto de Prática de Ensino Supervisionada, este estudo adota uma abordagem qualitativa, com recurso à observação participante, não-participante e questionários aos alunos. De um modo geral, é possível verificar que o modelo de rotação por estações parece desenvolver a autonomia e promover práticas de trabalho colaborativo, aumentando a capacidade de comunicação entre pares, assim como o envolvimento em atividades de língua em torno da exploração de uma obra literária.</p>2026-03-02T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/209O conhecimento morfológico ao serviço da compreensão de textos (literários)2026-03-31T14:32:59+01:00Ana Vieira Barbosaana.barbosa@ipleiria.ptNoémia Jorgen.o.jorge@gmail.comPaula Cristina Ferreirapaula.ferreira@ese.ipsantarem.pt<p>Neste artigo, propõe-se uma reflexão sobre a relevância do conhecimento morfológico para a compreensão do texto. Depois de, num primeiro momento, se exemplificar a forma como o conhecimento morfológico e a reflexão metalinguística sobre o léxico e a morfologia, (em particular através da análise semântica de bases e afixos) podem contribuir para a compreensão de um texto (literário), apresenta-se um <em>percurso didático</em> (Jorge, 2019) estruturado em três etapas: i) compreensão de um texto de carácter predominantemente descritivo (retrato de Sören – personagem do conto <em>Saga</em>, de Sophia de Mello Breyner Andresen); ii) reflexão metalinguística (análise dos constituintes morfológicos de nomes construídos, constituídos por base + sufixo <em>-idade</em>); iii) produção textual (descrição de Hans, filho de Sören, ou: mobilizando o conhecimento morfológico desenvolvido na segunda etapa). Este percurso didático releva do papel da consciência morfológica, autorregulada, como instrumento de compreensão leitora (Leitura e Educação Literária), reflexão metalinguística (Gramática) e produção textual (Escrita), tendo como base as <em>Aprendizagens Essenciais de Português</em>, atualmente em vigor, e considerando, em particular, uma das <em>Ações estratégicas de ensino orientadas para o Perfil dos Alunos</em>: “compreensão dos textos literários com base num percurso de leitura que implique… mobilizar conhecimentos sobre a língua … para interpretar expressões e segmentos de texto” </p>2026-03-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/213Oralidade, gêneros orais e literatura2026-03-31T14:32:30+01:00Luzia Buenoluzia.bueno@usf.edu.brErmelinda Barricelliermelinda.barricelli@usf.edu.brJuliana Bacan juliana.bacan@usf.edu.br<p>Este artigo tem como objetivo refletir sobre uma possível articulação entre o ensino da oralidade e dos gêneros orais e a literatura. Os documentos oficiais no Brasil, desde a década de 1990, já apontavam a necessidade de que se fizesse um trabalho com a oralidade e com os gêneros orais como partes essenciais do ensino de língua portuguesa. Todavia, os professores apontam que uma das dificuldades de se fazer um bom trabalho com a oralidade e os gêneros orais reside na escassez de bons materiais didáticos ou outras fontes de recursos que possam auxiliá-los. Refletindo sobre isso, temos realizado ações práticas tanto na formação inicial quanto na formação continuada para mostrar como a oralidade e os gêneros orais podem se articular a outros objetos de ensino já tradicionais nas escolas, como a literatura. Nessas ações práticas, partimos do quadro-teórico metodológico do Interacionismo Sociodiscursivo, sobretudo nas discussões da didática do oral de Dolz e Schneuwly (1998), Schneuwly e Dolz (2004), e os articulamos a concepção de literatura de Candido (1989). Neste artigo nos centraremos em três ações: duas para formação inicial e uma para a formação continuada. Os resultados das ações nos permitem perceber que os estudantes avançam no letramento literário e simultaneamente na compreensão de como podem desenvolver um bom trabalho com a oralidade e com os gêneros orais.</p>2026-03-11T17:41:17+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/214Da oralidade num percurso de investigação e formação de professores e educadores2026-03-31T14:32:45+01:00Cristina Manuela Sácristina@ua.pt<p>Apesar de ter sido negligenciada durante muito tempo, no âmbito do processo de ensino e aprendizagem da língua materna, a oralidade é uma dimensão importante da comunicação verbal e um elemento relevante no exercício de uma cidadania crítica e ativa. Ultrapassada a ideia de que, para desenvolver competências em comunicação oral nos alunos de qualquer nível de escolaridade, basta pô-los a falar na sala de aula, foi necessário criar uma didática da oralidade, que permitisse aos professores envolver os alunos em situações de comunicação oral e avaliar o seu desempenho neste domínio da língua materna, tendo em conta as vertentes da compreensão e da expressão. Neste texto, pretendemos analisar o percurso que empreendemos neste campo, como investigadora e formadora na área da Educação, cruzando a didática da oralidade com a abordagem transversal do ensino e aprendizagem da língua materna e a promoção de uma educação para a cidadania global e a sustentabilidade.</p>2026-03-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/215Gênero textual multimodal videorresenha2026-03-31T14:32:17+01:00Letícia Jovelina Stortoleticiajstorto@gmail.comRafaela Tavares Bassettorafaelatavaresbassetto@gmail.com<p>Este artigo modeliza analiticamente a videorresenha como gênero textual multimodal, examinando sua dimensão sociointeracional, sua planificação composicional, seus mecanismos enunciativos e discursivos e sua multissemiose. Ancorado na tradição sociointeracionista dos estudos de gênero, especialmente nas contribuições de Luiz Antônio Marcuschi e da Escola de Genebra, representada por Dolz e Schneuwly, o estudo parte da compreensão dos gêneros como práticas sociodiscursivas materializadas em textos concretos e condicionadas por esferas de atividade e dispositivos técnicos de circulação. O corpus, constituído por videorresenhas produzidas na área de Letras, é analisado a partir de matriz categorial que articula três níveis: composicional, enunciativo e sociotécnico. A investigação demonstra que a esse gênero não se configura como mera transposição modal da resenha escrita, mas como reconfiguração genérica que redistribui a avaliação ao longo do texto, intensifica a presença do enunciador por meio de recursos performáticos e integra estratégias de engajamento condicionadas pelas lógicas algorítmicas das plataformas. Os resultados evidenciam a necessidade de refinamento das categorias analíticas aplicadas a gêneros multimodais e apontam para a ampliação dos estudos de modelização no âmbito digital.</p>2026-03-11T21:46:45+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/216A literatura tradicional no 2.º CEB 2026-03-31T14:32:01+01:00Denise Estrócioestrocio@hotmail.com<p>É consabido que a literatura contribui para a formação integral do ser humano. Mas de que se fala quando se fala de literatura? Que literatura se move em con-texto escolar? A literatura ensina-se? Aprende-se? Educa-se? Ainda que ances-trais, estas questões sempre que revisitadas mantêm atual a reflexão sobre o caráter subversivo e desestabilizador do texto literário e sobre o papel da escola enquanto espaço de inquietação, libertação e transformação numa sociedade cada vez mais subjugada aos interesses neoliberais. Neste contexto, apresenta-se a ironia, caracterizada por um registo acentuadamente otimista e democrático, como estratégia de referência para o questionamento, o desenvolvimento do es-pírito crítico e a subsequente resistência à domesticação do conhecimento. Con-siderando que a literatura tradicional se constitui terreno fértil para a germina-ção da ironia, o que aqui se propõe é a análise do lugar desta literatura nos ma-nuais em vigor, a problematização das orientações de trabalho por eles apresen-tadas e a delineação de uma rota alternativa para o 2.º Ciclo do Ensino Básico. Tomando como exemplum a fábula “A raposa e a cegonha”, procura-se assumir a especificidade comunicativa da literatura, resgatar a essência oral dos textos literários tradicionais fixados pela escrita e promover as potencialidades da iro-nia no texto literário como ferramenta pedagógica para o exercício de uma cida-dania humanista, consonante com os valores que se pretendem para o século XXI.</p>2026-03-11T22:12:03+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/217“Ordeno-te que bocejes”2026-03-31T14:31:47+01:00Lara Pinheirolarapsilva@ua.ptRaquel Fernandesraquelfernandes@esev.ipv.pt<p>Este artigo analisa o capítulo X de <em>O Principezinho</em> (2008) como ferramenta de desenvolvimento da pragmática linguística, com foco na cortesia, nas formas de tratamento e nos atos de fala em interações assimétricas. Destacamos o gênero literário como um recurso valioso para explorar como a linguagem integra relações de poder, respeito e cooperação, promovendo a reflexão crítica sobre o uso da língua em situações reais de comunicação. Os exemplos selecionados permitem trabalhar, em sala de aula, a identificação e compreensão de recursos pragmáticos, conectando teoria e prática para o desenvolvimento de habilidades comunicativas fundamentais. A existência de traduções da obra para diferentes variedades do português enriquece, ainda, a discussão intercultural e evidencia a relevância da pragmática na mediação de expectativas comunicativas. Assim, o capítulo X revela-se um valioso espaço para o ensino da pragmática, articulando teoria e prática e promovendo o desenvolvimento de habilidades essenciais para a comunicação eficaz.</p>2026-03-11T22:45:40+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/218Oralidade em PLNM2026-03-31T14:31:32+01:00Maria José Costamjosecosta@ae-fafe.ptCláudia Machadoclaudia.machado@aepas.orgCélia Ferreiracelaferreira@aepl.edu.pt<p>O presente artigo desenvolve uma reflexão sobre os desafios do ensino de Português Língua Não Materna (PLNM), com particular foco na competência da oralidade, em contextos escolares caracterizados pela diversidade linguística e cultural. Partindo de uma revisão da literatura, o texto tem como objetivos: (i) explorar os conceitos de multiculturalidade e interculturalidade no âmbito da educação linguística e (ii) analisar desafios e discutir implicações pedagógicas para práticas inclusivas no ensino do PLNM. A oralidade é entendida como um eixo central da integração linguística, escolar e social dos alunos falantes de outras línguas maternas, em estreita articulação com o desenvolvimento da escrita. Conclui-se que a promoção de práticas pedagógicas interculturais exige investimento na formação docente, criando ambientes educativos que reconheçam e valorizem a diversidade linguística e cultural como um recurso e um fim.</p>2026-03-11T23:12:10+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/219Tecnologias digitais e ensino e aprendizagem da oralidade 2026-03-31T14:30:50+01:00Carla Sofia Araújocarla.araujo@ipb.pt<p>Este trabalho tem como objetivos verificar em que medida as orientações pedagógicas e curriculares para o ensino e a aprendizagem do Português no 2.º Ciclo do Ensino Básico recomendam ações estratégicas de ensino voltadas para o uso das tecnologias digitais nas práticas de ensino-aprendizagem do domínio oral e propor reflexões que abram caminho a práticas de ensino do Português mediadas pelos recursos tecnológicos, indo ao encontro dos interesses e motivações dos alunos que frequentam atualmente o 5.º e 6.º anos de escolaridade, promovendo práticas pedagógicas mais interativas, críticas e significativas, em conformidade com a perspetiva bakhtiniana, que apresenta um suporte teórico sólido para a integração das tecnologias no ensino da Língua Portuguesa.</p>2026-03-12T01:48:30+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/220Deixis e ensino da oralidade2026-03-31T14:31:19+01:00Miguel Correiaup201602384@letras.up.pt<p>Apresentamos, neste texto, uma breve reflexão sobre a forma como a deixis pode ser encarada na disciplina de Português: não somente como tópico gramatical a abordar nas aulas do 11.º e 12.º anos, mas também como uma noção teórica ao serviço do desenvolvimento da competência de oralidade na sua dupla vertente (compreensão e produção). Partimos, assim, da seguinte questão: de que forma é possível estimular o ensino da oralidade a partir do trabalho explícito da deixis, em turmas do Ensino Secundário? Num primeiro momento, fazemos um enquadramento teórico do fenómeno da deixis com base nos contributos da Pragmática linguística, que consideramos uma aprendizagem essencial no ensino-aprendizagem do Português como Língua Materna, pelo facto de não olhar apenas para o dito, mas para o contexto. De seguida, analisamos um <em>corpus </em>de seis manuais escolares da disciplina, procurando averiguar a complexidade das operações cognitivas ativadas pelos itens sobre este conteúdo e verificando a presença/ausência de propostas sobre a oralidade. Por último, evidenciamos as potencialidades desta noção gramatical. Exploramos, a partir dos fundamentos da Pedagogia dos Textos/Discursos, as coordenadas enunciativas de uma carta de Fernando Pessoa dirigida a Ofélia Queiroz, que pode ser integrada em materiais didáticos que versem a referência deítica.</p>2026-03-11T23:59:39+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/221A gramática em ação2026-03-31T14:31:07+01:00Cândida Barbosacandidanatacha@hotmail.comMiguel Correiaup201602384@letras.up.pt<p>“A gramática em ação: os jogos dos clíticos” corresponde a um conjunto de atividades lúdicas para o ensino-aprendizagem de conteúdos gramaticais, no âmbito do ensino e aprendizagem do Português como Língua Materna, que tem por base um projeto de investigação-ação levado a cabo na Escola Secundária Aurélia de Sousa no ano letivo 2023/2024. Este estudo, no âmbito da Linguística Educacional<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>, apresenta como principais objetivos responder às lacunas que os alunos de uma turma do 9.º ano do Ensino Básico evidenciavam em atividades de colocação dos pronomes pessoais clíticos em Português Europeu Contemporâneo e desenvolver, concomitantemente, a sua consciência linguística. Neste artigo, dá-se a conhecer os fundamentos teóricos subjacentes à conceção dos jogos físicos, que foram aliados à implementação, na referida turma, de dois laboratórios gramaticais. Por fim, gizam-se as conclusões e percursos de investigação futuros no escopo da didática de gramática.</p> <p> </p> <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> A perspetiva da Linguística Educacional consiste em identificar um problema relativo à linguagem ou à Educação, em abordar esse tema com base num conjunto variado de ferramentas de investigação e em ter como objetivo disponibilizar informações relevantes para as políticas de ensino (Hult, 2008).</p>2026-03-12T00:29:58+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/222Emília Amor2026-03-19T16:56:41+00:00Luís Filipe Redesluis.filipe.redes@gmail.com<p>Emília Amor foi membro fundador e dirigente da Associação de Professores de Português (APP). Como forma de reconhecimento e homenagem do seu trabalho, a Associação de Professores de Português criou o Prémio Emília Amor de investigação em Didática do Português</p>2026-03-12T00:38:24+00:00Copyright (c) 2026 Palavrashttps://palavras.appform.pt/ojs/index.php/Palavras/article/view/223Palavras 642026-03-19T16:57:34+00:00Luís Filipe Redesluis.filipe.redes@gmail.com<p>A revista toda. Clique em PDF. Se pretender transferir a revista para o seu computador, clique no ícone Transferir no canto superior direito.</p>2026-03-12T23:41:51+00:00Copyright (c) 2026 Palavras