Jogos de leitura: do prazer de jogar ao prazer de aprender
Uma oficina no 15º Encontro Nacional APP
Resumo
A utilização de jogos na educação é algo frequente em sala de aula. Os professores utilizam estratégias lúdicas e jogos, como meios para motivar, despertar e manter o interesse dos alunos. Sabem, por experiência própria, e não só, que “os divertimentos infantis são formas de aprendizagem[1]”. Basta observar crianças a brincarem espontaneamente. Mantém-se envolvidas e interessadas e, sozinhas ou em grupo, aceitam desafios e resolvem problemas da melhor maneira para serem bem sucedidas; respeitam regras estabelecidas, discutem-nas ou reelaboram-nas se acharem necessário. No final das brincadeiras ou dos jogos, avaliam os resultados, ganhos ou perdas, refletem sobre o que fizeram, e decidem-se a jogar de novo para não repetirem erros que fizeram e melhorarem os resultados, ou para experimentarem o prazer da superação, de irem mais longe, de serem melhores da próxima vez. Estes são comportamentos e atitudes que se desejam e se procuram alcançar em contexto escolar e é natural que motivem os professores a incluí-los nas suas práticas. Contudo, nem sempre a aplicação de atividades lúdicas e de jogos obedece às boas intenções. O desconhecimento ou deficiente exercício das técnicas e condições de aplicação de atividades lúdicas pode comprometer os resultados pretendidos.
[1] in Houaiss; António e Villar, Mauro da Silva. Grande Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Círculo de Leitores, 1.ª edição. 2015. (p. 2308)
