João Pedro Aido entrevista Hélio Alves

  • João Pedro Aido

Resumo

Hélio J. S. Alves [1] é professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi Presidente da Associação Portuguesa de Literatura Comparada (2013-2018) e Director do Centro de Estudos Comparatistas (2021-2025).

Estudou na Universidade de Londres (King’s College e Queen Mary College), onde se licenciou em estudos portugueses e brasileiros, com minor em estudos russos, e onde obteve, com uma nota de Distinção, o grau de Master of Arts in Romance Languages and Literatures (1986).

Foi durante muitos anos docente na Universidade de Évora, instituição onde se doutorou, em 1999, e onde defendeu, em 2008, provas de agregação. Ensinou na Universidade de Macau durante um ano (2019) e leccionou e/ou examinou também nas Universidades de Berlim (Freie), Nova Iorque (The Graduate Center), Oxford, Pavia e Paris-IV Sorbonne, além de ter sido orador convidado em diversas instituições de ensino superior da Europa e das Américas.

A sua atenção às Humanidades tem sido constante e de largo espectro, tendo-se especializado no ensino e investigação da literatura do Renascimento europeu e português. Entre vários contributos para um maior conhecimento da literatura portuguesa em perspectiva cosmopolita, publicou acerca do teatro vicentino (Vicente, Shakespeare e a arte do tempo no “Auto da Índia”; O teatro de Gil Vicente e a literatura europeia da Idade Moderna; etc.), sobre a versificação em Francisco de Sá de Miranda (Mudar de ritmo, mudar de sexo; A linguagem poética de Sá de Miranda) e no tocante à relação entre poesia e pintura em Jerónimo Corte-Real (Cervantes’s Portuguese painter; Corte-Real, ¿el primer poeta-pintor del paisaje y de la perspectiva?). 

Entre dezenas de livros, capítulos de livros e artigos em revistas académicas, é autor de Camões, Corte-Real e o Sistema da Epopeia Quinhentista (2001), Tempo para Entender. História Comparada da Literatura Portuguesa (2006), Poetas que não eram Camões / Poets who weren’t Camões (2018, em co-autoria com Landeg White) e Trinta Anos de Camões. Ensaios e Intervenções 1991-2021 (2024).

Organizou, introduziu e anotou antologias de poesia portuguesa do século XVI e publica regularmente sobre matérias da sua especialidade.

Gravou dois álbuns de originais para piano solo.

 

[1] O autor escreve com a ortografia de 1945.

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Publicado
2026-03-03
Seção
Entrevista